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A Importância da Comunicação Assertiva

Como podemos definir uma boa comunicação? Simples: se funciona bem, permite a criação de um canal aberto para o diálogo entre as partes envolvidas e gera, na dinâmica de trabalho e, em especial, na rotina do síndico profissional, a intercolaboração, então estamos diante dos caminhos necessários para que encontremos a comunicação efetiva, aquela que consegue passar as suas informações com objetividade, dinamismo e respeito, tendo em vista a obtenção do retorno esperado entre os emissores e receptores. No campo de reflexões sobre a comunicação assertiva, sempre importante, mas agora, ainda mais, haja vista as mudanças no cenário dos relacionamentos pessoais e profissionais estabelecidos pelos desdobramentos da pandemia que nos acompanha desde 2020, temos a busca pelo bom relacionamento entre os envolvidos no processo comunicativo, numa estratégia que garante a colaboração de todos e, consequentemente, a obtenção das metas alcançadas para os resultados efetivos de um projeto em qualquer instância.

O indivíduo ou grupo assertivo é aquele que expressa uma postura coesa ao agir, comportando-se com firmeza diante do que diz e decide em suas palavras geralmente estruturadas por um discurso oriundo de alguém que sabe e demonstra segurança no que faz. O comunicador assertivo possui em suas características, a expressividade objetiva de seus propósitos, tendo a concisão e a honestidade como aliados em sua fala. É ético e preciso, sem ferir as individualidades dos que englobam o grupo que participa e/ou administra. Em linhas gerais, é quem vai além da boa oratória e comunica para ser compreendido, alguém que passa coerência e sinceridade em seu discurso, diferente dos emissores que não compartilham adequadamente as informações e promovem o surgimento de dificuldades nas relações, falhas na execução de processos e descarrilha aquilo que está no alinhamento das demandas, criando caos, desordem e ruídos comunicacionais.

Os ruídos comunicacionais e seus tipos 

Para ser assertivo na comunicação, será preciso exercer a inteligência emocional e aprender não apenas a falar, mas também a ouvir o outro. Estar atento aos gestos, pois é muito comum para algumas pessoas, entortar a boca, abrir excessivamente os olhos, dentre outras manifestações que podem minar a comunicação e criar um abismo entre emissor e receptor. Preste atenção aos sentimentos liberados no discurso, pois o emocional conta bastante, além de passar confiança e honestidade diante do que é dito. Execute tudo aquilo que você discursa. Os tempos da famosa expressão “faça o que eu mando, não faça o que eu faço” já passaram, não funcionam mais para as gerações atuais, por isso, muita cautela. A motivação e o respeito, neste processo, também são fundamentais. Diga adeus aos comentários sexistas, racistas, homofóbicos e dialogue com cautela sobre possíveis debates políticos partidários que aparecerem, sem deixar a situação se tornar perigosamente inflamável para as relações. Outro ponto é o fetiche de alguns em trazer para a vida real a atmosfera do clássico moderno O Diabo Veste Prada, isto é, ensinar sem deixar de dominar, humilhar e insultar os outros. Cuidado com o seu modelo de gestão em todas as instâncias de sua vida. Promover o aumento da motivação com ações entre a equipe é parte integrante para que você alcance os princípios da necessária comunicação assertiva. Ademais, busque evoluir continuamente, esteja atento ao que fala, procure ter base para o que diz, aprenda a falar e seja um bom ouvinte, bem como mantenha aberto o canal para compreender bem o “outro”.

Mas, afinal, o que o síndico tem a ver com isso?

Ser assertivo e bom na comunicação não é apenas demanda para professor, jornalista, publicitário, dentre outras profissões diretamente ligadas ao assunto. A comunicação assertiva é algo para todos, tanto na dinâmica cotidiana pessoal quanto nas relações de trabalho. Sem interesse de estabelecer para você, caro leitor, uma receita redonda com fórmulas mágicas, exponho alternativas para melhoria da comunicação em sua gestão condominial, caminhos que podem pavimentar uma boa relação com os condôminos e permitir que a sua rotina diária de trabalho seja mais produtiva e amena. Isso não significa que os habituais conflitos deixarão de existir, ao contrário, eles continuarão sempre por aqui, desafiadores, mas enfrentarão profissionais devidamente habilitados para lidar com os desdobramentos de suas crises. 

No tópico anterior, um panorama geral sobre os caminhos indicados para a comunicação assertiva foi traçado. Associe os elementos mencionados antes com as dicas de nosso desfecho. A primeira delas é a necessidade de ser um líder empático, sensível aos variados aspectos de ordem social que ocorrem no condomínio. Antes de partir para a resolução de um conflito ou problema estrutural, tenha a “planta baixa” de tudo para saber onde estão as fragilidades, quais as alternativas para propor enquanto resolução parcial ou total, tendo em vista saber exatamente o que enfrentará ao ter que lidar com uma situação adversa. Ser receptivo é algo muito importante, no entanto, isso não significa que as regras e procedimentos estabelecidos pelo Regimento Interno tenham que ser burladas para agradar os indivíduos “daquela unidade problemática”. Seja empático e cordial, mas não coloque a dignidade do seu cargo em risco. O segundo ponto é o estabelecimento de estratégias comunicacionais que mesclem o tecnológico contemporâneo com o tradicional, isto é, mantenha o envio de impressos, use lista de transmissão, relaciona-se bem com os aplicativos, invista em alguns momentos na abordagem pessoal e não esqueça de ser coeso, coerente e escrever o básico sem incorreções gramaticais nos monitores de elevadores e murais dos edifícios.

Quando esses pontos não recebem a devida atenção, a gestão do síndico profissional pode ser tumultuada, geradora de estresse para todos os envolvidos, ruidosa na busca pela transparência das informações e, em suma, comprometedora para o exímio exercício de tarefas diárias. Por isso, quem é síndico profissional e busca se comunicar assertivamente, deve investir em comunicação visual no condomínio, de setas e placas de trânsito aos informes que chegam aos condôminos; ser cordial e atencioso nas sugestões e reclamações, além de manter a convenção sempre atualizada e uma conexão de suas atitudes diárias com o Regimento Interno. Aqui, um ponto importante. Você não precisa decorar os pontos do documento geralmente longo, mas conhecer os seus principais pontos e em caso de dúvidas, informar que realizará uma consulta e retornará com as respostas esperadas pelo interlocutor de alguma demanda pontual. Não ter medo das redes sociais também é outra alternativa para manter as informações condominiais entre o virtual e o presencial, sempre atento ao que é técnico, diferenciando do informal. Ademais, pensar em como realizar pesquisas de satisfação, atentar-se aos gestos de sua linguagem corporal ao se comunicar e trabalhar a inteligência emocional para realização de seu trabalho num ambiente saudável.

Na próxima semana, falaremos sobre Inteligência Emocional e a dinâmica do Síndico Profissional, complemento das reflexões iniciadas no artigo sobre Ruídos na Comunicação, combinado?
 

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